segunda-feira, 12 de abril de 2010
Minha vida vale ouro!
Hoje, cheguei da faculdade impressionada. Terminei minha prova, (Professor X Limite Intelectual) desci lá no pátio, já de saída, e havia uma movimentação, de funcionários correndo, alunos assustados, aglomerados em volta de uma coisa, que, até então, eu não sabia. Não sei o que aconteceu, exatamente, mas, pelo que me contaram, um aluno saiu da sua aula, também desceu lá no pátio e, indo embora, "foi assaltado", "levou tiro", "estava sangrando muito"... não sei! Uma amiga me disse que o rapaz morreu, mas, de verdade, desejo que não! Desejo, com o meu coração, que Deus lhe dê outra chance. E foi por este motivo que cheguei em casa assustada, com medo, impressionada. Chorei no abraço da minha mãe, me consolei, só. Acontece que andei chorando, todos esses dias. Andei sentindo uma dor no peito, que me tirou um pouco do ar, me sufocou até travar a garganta, num nó. É, escorreram algumas lágrimas (muitas, não vou economizar!), não um motivo para determinar minha sensibilidade, mas senti. Senti muito! E eu sei que estas minhas palavras parecem meio forçadas, um post meio manjado, mas acredite: eu chorei! E chorei junto com as famílias que perderam seus entes queridos, no desabamento do Morro do Bumba, em Niterói. Todo o heroísmo do Corpo de Bombeiros, dos outros anônimos, todo o resgate que o Fantástico exibiu, ontem (11/04/2010), me foram suficientes para paralizar o rosto, num sinal de espanto/dor, muito além de sensacionalismo midiático qualquer. Não menos triste fiquei, junto com o povo carioca, com a capital fluminense vindo água abaixo, na pior chuva dos últimos 44 anos. Sem contar a dor que ainda me resta com os haitianos, chilenos, mexicanos... Naturalmente, por destino, não entendo muito bem, mas eu SENTI! Com a Polônia e o luto pelos seus 96 cidadãos, com a queda do avião, entre eles seu presidente. Aí, como se não bastasse, vem o terror para me cansar ainda mais os olhos. A Rússia, o Iraque, o Afeganistão... Vem o índice de mortes nas estradas aumentando, só aumentando... É o álcool, a velocidade, a imprudência, resumindo... Quanta violência neste trânsito brasileiro! Vem o segurança assassinado, aqui, na minha pequena cidade-dormitório Cambé (Pr), "vítima" do golpe na saída dos bancos. SEGURANÇA! E me resta chorar, chorar, de verdade, e de novo. Levar as mãos à cabeça e me questionar o valor da vida. E descobrir, infelizmente, que a vida anda barata! Que tem gente matando gente a troco de pouco, mas extremamente pouco. Por 26 mil ou 5 reais. Ou nada! Tem irmão matando irmão, aqui na região, a troco de camiseta. "Tó essa camiseta e me dá a sua vida". E o ser humano, que de humano não tem nada, sem generalizar, não saberá nunca qual o valor da própria vida! Pois é! Não sei quem está comigo, se existe alguém aí da mesma opinião que a minha, da minha frase feita, do meu pensamento vão... (vão?). #MINHAVIDAVALEOURO. Eu sinto a preciosidade da minha vida com o passar dos segundos. É terminar o dia e pensar que "já era": o que eu podia ter feito, não fiz. E aquela "de nunca deixar pra amanhã o que pode ser feito hoje", a outra de "viva o hoje como se fosse o último" só estão valendo, enquanto houver disposição para SENTIR, CHORAR o valor da vida. E ainda será pouco, extremamente pouco! Ah... E mais: "quando você menos espera, acontece"... Nada (tem a ver, sim!). Tem é que passar a vida esperando acontecer, sim, fazendo acontecer, pensando, sonhando, ESPERANDO. Preservar a esperança é o lema, fechado (já disse)?! Tem que passar a vida, não escondendo o sentimento de dor e medo e tristeza, ao mesmo tempo, mas vivendo, sentindo o ar da graça ventilar os pulmões a cada dia como se nos restasse a última das chances de Deus (traduza para sua crença!), uma "sobrevida"! Bom, vou terminar logo com isto! Vou dizer que, recuperando a força, depois de "impressionada" que fiquei, continuarei falando de futebol, de música. Porque são a minha luz no fim do túnel, o sol que ilumina meu sorriso diário, que me alivia o coração depois de tanta desgraça vista e onde deposito a esperança de que um dia haja paz, haja valor à vida, haja UNIÃO DE RAÇAS! É por isto e do jeito que eu gosto, nesta humanidade, é por esta razão que eu preciso viver, abusando do que é bom! (e se no final, não lhe parecer final... foi de propósito!)
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