quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Continuando, sobre a tal felicidade...

Então, como estava dizendo, ficamos à espera da nossa vez na roda, da nossa dose, depois do brinde, e o que podemos fazer? Jogar fora? Não, engolimos, deixando molhar a garganta e nos aliviar a seca de momentos felizes. E, quando percebemos que a seca do outro é crônica ou que poucos segundos já são suficientes pra lhe corroer a alma de angústia, lembramos da DESGRAÇA! E paira a nuvem carregada de dúvidas sobre nossas mentes e logo percebemos que, simplesmente, com o outro "era para ser". E se não lhe sobra um resto de drink, estava mesmo tudo predestinado? Eu sempre digo como é cruel acreditar que passamos nossa vida morrendo pelos nossos sonhos e que, no fim, não serão realizados, apenas pelo fato de que isto tudo "não era para ser". Uma contradição e tanto para a nossa seca de argumentos. Sempre a seca, a falta, a escassez! Porque alguns são concedidos da graça divina, logo que nascem, e outros, não. Pois era desta forma que Santo Agostinho explicava sua teoria, mesmo. Suas confissões se baseavam exatamente neste ponto. E foi esperto. Não se podia dar nenhuma razão, explicando o fato de alguns serem salvos e o resto condenado. Tratava-se de uma escolha de Deus sem motivo algum. Simples, não? Simples e cruel. Sempre a crueldade! Acreditemos, contudo, que "não há motivo algum", porque "era pra ser". Confusão, não? Me dê um século inteiro de luzes e eu não terei, entretanto, qualquer habilidade para clarear meus pensamentos, quanto mais apagar minha indignação com essa "naturalidade" com que as coisas acontecem. Agora são cinco horas e meia e o sol está no céu de Londrina, se evaporando em beleza. O calor me deixa zonza, mas o verão sempre me agrada e eu me sinto agraciada. Ontem, eu e minhas amigas nos reunimos e as gargalhadas se estenderam até hoje, nas boas lembranças que guardei. Hoje, estou feliz demais e posso, inclusive, me lembrar do melhor Reveillon de todos os que eu já vivenciei. E foram quantas as emoções, bonita memória a minha, porque dentro dela eu preservo muita alegria. Bem, parece que as coisas boas têm chegado a mim de graça e a ironia não me pertence, neste post sério. E como eu agradeço! Mas quantos milhões de viradas de ano também acontecerem e, agora, ainda cinco da tarde, estou lendo que o Governo do Rio de Janeiro liberará 80 milhões de reais para a reconstrução de Angra dos Reis . E a ironia veio por conta do destino. Sempre o destino! Esta foi a lembrança da virada, já sendo preferível virar a página. E que rodada desigual de doses foi essa? Ah, mas precisamos entender que não há quantidade de doses que satisfaça as mais de seis bilhões de partes em que se divide a humanidade, sempre dividida. "Você vai ser feliz, você não, você sim, você ainda não!"... E, novamente, pela falta de argumentos, a gente se explica: "É assim mesmo!". Então, John Rawls, entende que a perfeição está mesmo fora do nosso alcance?! A felicidade e a busca incessante por ela são desiguais e a Justiça Social nem sempre dependerá da "igualdade equitativa de oportunidades", tão bem planejada ao Estado e na igual distribuição de riquezas. A hipótese é perfeita, mas o que somos nós, senão hipoteticamente, John Rawls? Deixo você e olho para este meu céu, completamente azul, do meu agradável norte do Paraná, já sabendo que a virada do dia será lá pelas 20h30min, e suplicando à Deus, para que Ele nos sirva de uma igualdade equitativa de oportunidades... Pois é, Meu querido Deus, que todos tenhamos oportunidades em igualdade e que, equitativamente, sejamos felizes! Este é um bom motivo que me traz a fé e os nossos joelhos doem.

Deus proteja nossos sonhos e preserve nossas boas lembranças!

Um comentário:

Pri Almeida disse...

Faço das tuas palavras minhas tbm.
Que todo mundo possa ter um pouquinho de felicidade que seja! E que não seja desigual!
Já pensou se todo pudesse ter a alegria de ter uma grande amiga(você) como a que eu tenho?! =))))
Não canso de dizer... Tu escreves bem DEMAIS! hehehe
Beijos Mahzinha ;*