segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Quem tem dúvida que levante a primeira mão!

Quantas vezes não deixamos que o coração lesse cada momento especial da nossa vida, por já estarmos cegos de amor? Quantas vezes não lhe passou pela consciência que tua cadeira na sala de aula da faculdade está garantida e ainda tem gente, em pé, dentro do ônibus, que a levará pra outra tentativa de colocar o filho na escola, desviando a rota dele, para longe do mesmo caminho já percorrido até então, que carregaria o pai de culpa? Quantas vezes não nos permitimos arriscar e, conformados, colocamos nosso maior sonho na lata do lixo? E quantas vezes, na base do conformismo, não colocamos esse e outros sonhos em "stand by" por não confiarmos no nosso "taco"? Quantas vezes não preferimos fantasiar do que manter os pés no chão, exaustos de esperar e só isso? Quantas vezes não entregamos, ao mundo, olhos de paciência e ele nos deu a rasteira da frustração em troca? Quantas vezes não demos chances aos homens, para que pudéssemos confiar, com ternura, na nossa própria raça? Quantas vezes não perguntamos à Deus por que mais de um bilhão de pessoas passa fome no mundo, enquanto outras se matam pra se sentirem magras diante do espelho? Quantas vezes não questionamos a nossa imagem e semelhança e nos esquecemos de se espelhar em quem é digno de reflexo? E quantas vezes idolatramos pessoas que não têm nada a demonstrar, simples assim? Quantas vezes não pagamos impostos e não temos a mesma proporção retribuída em direitos e garantias e dignidade? Quantas vezes o coração não se horroriza com os conceitos que se confundem e desenbocam em mares de pré-conceitos e obscuridade? Quantas vezes as pessoas morrem na vida para que a mídia não viva na miséria? Quantas vezes não sentimos a miséria existencial e percemos as mãos atadas de incapacidade? Quantas vezes o dinheiro compra a nossa felicidade? Quantas vezes tentamos entender o que é felicidade? Quantas vezes já não acreditamos ser apenas uma pausa na tristeza contínua e crônica? Quantas vezes vamos insistir na contradição? Quantas vezes vamos esquecer dos nossos pais, das nossas crianças e de nossas próprias raízes? Quantas vezes deixaremos para trás e, definitivamente, não seremos líderes de nós mesmos? Em quantas vezes parcelaremos nossa fé?

Uma dose de humildade, um brinde a todos!

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